terça-feira, 18 de março de 2014

13º Ato do Programa UFAL em Defesa da Vida


PROGRAMAÇÃO 

Dia 31 de março - Auditório da reitoria 
9h - Mesa Redonda sobre “50 anos de ditadura militar no Brasil: Uma história que não pode ser esquecida” - Edival Cajá, José Costa, Alba Correia. Coordenador: Geraldo de Majella. 

17h - Papel no Varal: Liberdade.  
na praça do RU, coordenado por Ricardo Cabús. 
Com participação especial de Luizizinho 
(Vocalista da Banda Vibrações). 

Dia 01 de Abril - Auditório da reitoria  
09h - Mesa Redonda “Histórias Revelasdas pelos Presos Políticos e Familiares.” - Marivone Loureiro; Valmir Costa; Olga Miranda; Fernando Costa; José Nascimento, Rolan Benemor. Coordenador: Pedro Nelson Bomfim G. Ribeiro.

quarta-feira, 6 de março de 2013

12º Ato - A DOR DA IMPUNIDADE: O que os números não revelam



Ufal em Defesa da Vida abre espaço para a sociedade falar sobre impunidade

Formulário está disponível para que familiares ou amigos de vítimas da violência em Alagoas deem seu depoimento

04 de Março de 2013
Redação Ascom
A Universidade Federal de Alagoas lança nesta segunda (4) as ações para a 12ª edição do Programa Ufal em Defesa da Vida. Desta vez, a instituição disponibiliza formulário on line para que as pessoas possam dar depoimentos sobre sentimentos vivenciados com a questão da impunidade.
A Pró-reitoria Estudantil, promotora do evento, quer descentralizar as ações do programa e está organizando o 12º Ato em três etapas, uma em cada Campus da Ufal. O primeiro movimento acontecerá no dia 9 de maio, no Campus A.C. Simões, em Maceió; a população do interior terá a oportunidade de participar das atividades nos outros campi, nos dias 14 de maio, em Arapiraca, e 15 de maio, em Delmiro Gouveia.
De acordo com a coordenadora do Programa, Ruth Vasconcelos, o objetivo é reforçar a filosofia das atividades do programa nos anos anteriores: “O 12º Ato destaca a importância da sociedade construir laços de solidariedade e compaixão para com as pessoas que, além de terem perdido amigos e familiares em função da violência, vivenciam o drama de não terem acesso à justiça, não podendo ver os crimes esclarecidos, julgados e condenados”.
O 12º Ato pretende dar visibilidade aos sentimentos que não são expostos pelos números. “Existem muitas vidas envolvidas nas dramáticas histórias dos crimes em Alagoas; quero dizer, tem muita dor, muitas lágrimas e lamentos que não são traduzidas através dos dados estatísticos que efetivamente não revelam a realidade em sua totalidade”, afirmou Ruth Vasconcelos.
Com os depoimentos e o ato, a coordenadora busca humanizar os dados e contribuir para que as mortes e os crimes não sejam esquecidos pela sociedade alagoana nem pelas autoridades do Estado. “O Programa Ufal em Defesa da Vida lança mais um momento de reflexão sobre os efeitos da impunidade na estrutura social”, declarou.
Para Ruth, a impunidade produz um efeito dramático no tecido social: a desagregação e desestruturação da sociedade. “Se a violência produz o efeito de ‘rompimento da coesão’ psíquica e social, a única forma de sua restauração é a punição dos culpados. Como afirma a psicanalista Maria Laurinda de Souza: ‘O ato de justiça conserta a ruptura da ordem social, confirma a validade da lei e, por conseguinte, a própria ordem legal.’”, continuou.
A coordenadora completa: “É muito perigoso viver sob o signo da impunidade, pois a punição é a condição para que todos reconheçam o código civil e penal como dispositivos legais que garantem a proteção e a regulação social. Sem esses dispositivos não podemos falar em democracia. Então, temos um longo caminho pela frente para que possamos dizer que vivemos, efetivamente, a democracia no Estado de Alagoas. Com o 12º Ato, desejamos contribuir para que todos os alagoanos, que sofreram em função da violência, possam buscar fazer justiça e, particularmente, que se faça justiça em torno dos milhares de assassinatos que estão absolutamente impunes em nosso Estado. Esse é um desafio inadiável”, reafirmou.
Esse ato expressa mais um gesto de solidariedade com as famílias e amigos que vivenciaram a dor da perda e também vivem a dor e o medo da impunidade.  “Esse é um tema que atinge a maioria das pessoas que foram vitimas de violência, pois a maioria não teve os crimes esclarecidos, julgados e condenados. Essa dor, a dor da impunidade, também não está traduzida nos dados estatísticos apresentados à sociedade”, destacou.
Conte sua história
Os organizadores do 12º Ato pretendem mostrar as histórias que estão impunes em Alagoas, e, para isso, abriram um espaço noblog do programa Ufal em Defesa da Vida e no portal da Ufal, com o objetivo de reunir os depoimentos das famílias e dos amigos de quem foi vítima da violência.
Quem quiser dividir com a sociedade a dor da injustiça, pode preencher um formulário com informações simples, como por exemplo, o nome da vítima, o tipo de crime, o tempo de espera por punição e relatar como é viver com esse sentimento.
“Queremos oferecer um espaço para que as pessoas possam falar dessa dor que é tão ou mais cruel do que a dor da perda, uma dor que é tão pouco valorizada pelos que poderiam agilizar esses processos de apuração dos crimes em nossa sociedade”, ressaltou Ruth Vasconcelos, reforçando o convite para todos os alagoanos que acreditam na justiça em nome de milhares de pessoas que sofreram homicídio, sequestro ou estupro em Alagoas.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Vamos construir juntos o próximo ato em defesa da vida, ajudando-nos a identificar as vítimas de assassinato em nosso Estado acesse o link abaixo e conte a sua história. 


O que é o Programa UFAL em Defesa da Vida?


O Programa UFAL EM FEDESA DA VIDA foi elaborado  conjuntamente pelas Coordenações de Política Estudantil e de Ações Acadêmicas. Tem por objetivo estimular e fomentar atividades políticas, sociais, culturais, artísticas, científicas e acadêmicas em torno dos temas Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos.  Considerando as diferentes formas de violência, e as múltiplas expressões que assumem nas relações sociais e interpessoais, a PROEST, através do Programa UFAL EM DEFESA DA VIDA abriu  um leque de discussões e ações considerando os aspectos sociais, políticos, econômicos, culturais e subjetivos que  têm  contribuído  para  a produção da violência em nossa sociedade.  

Sendo a Universidade uma instância educacional, por excelência, tem o compromisso de contribuir com o processo de construção de uma nova cultura política que esteja sintonizada com a defesa da vida e não com a defesa da morte violenta. Com as atividades que desenvolvemos durante todo o ano de 2009 procuramos despertar os estudantes, professores e funcionários para o fato de que  a omissão diante da violência pode produzir efeitos tão graves quanto a própria ação violenta.  No ano de 2008 o Estado de Alagoas chegou à patamares inadmissíveis em termos de práticas de violência: registrou-se oficialmente o assassinato de 2.064 pessoas. Assim, a PROEST entendeu  que a comunidade universitária, constituída por estudantes, professores e funcionários, poderia  contribuir decisivamente com a produção de reflexões e ações políticas em direção às necessárias transformações que  pudessem interromper  essa escalada de violência que põe em risco a vida de todos(as), indistintamente. Nesta direção, o PROGRAMA UFAL EM DEFESA DA VIDA, que tem um caráter permanente, abriu espaço para  acolher propostas de todos os seguimentos universitários que estivessem interessados em DEFENDER A VIDA. Buscamos, de todas as formas, estimular a participação dos estudantes neste Programa, porque entendemos que todos os viventes precisam se implicar na construção de um mundo mais justo e igualitário, portanto, de um mundo em que a vida seja reconhecida como um valor inegociável.  

10º Ato do Programa UFAL em Defesa da Vida – Vida e morte nas ruas de Maceió: onde estão os direitos da população em situação de rua? – 31 de agosto de 2011


O 10º Ato foi elaborado a partir do reconhecimento da gravidade da situação vivenciada pelas pessoas que moram nas ruas de Maceió, particularmente, pelas dezenas de assassinatos durante os anos de 2010 e 2011. A ausência de direitos, a violência e a intolerância estão presentes na vida desses jovens, crianças e adultos que têm a rua como seu espaço de moradia.

A programação do 10º Ato foi elaborada em colaboração com a profª. Jorgina Sales que desenvolve um importante trabalho com os moradores de rua, .lico alvo as pessoas que consomem drogas nas ruas de MAceilho dentro do Programa Consulta partir da Secretaria Municipal através da  através da Secretaria Municipal de Saúde, com o Programa Consultório de Rua, que tem como público alvo as pessoas que consomem drogas nas ruas de Maceió.

Planejamos uma mesa redonda no horário da manhã, com o Tema “Vida e Morte nas ruas de Maceió: onde estão os direitos da população em situação de rua?”, com a participação do Militante de Direitos Humanos, Pedro Montenegro, um representante da OAB, Dr. Gilberto Irineu e da profª Jorgina Sales, representando o Projeto “Fique de Boa”, vinculado ao Programa Federal “Consultório de Rua”.

A tarde planejamos a apresentação de um filme “A margem da imagem” que discute a temática da vida nas ruas. Toda a programação foi pensando na participação dos próprios moradores em situação de rua que vieram a UFAL através da equipe que trabalha com o Projeto “Consultório de Rua”.

Em função da falta de energia, durante o período da manhã, não foi possível realizar a mesa redonda, mas realizamos, no hall da Reitoria, uma “roda de conversa” com os 12 moradores em situação de rua que vieram até o campus para participar do Ato. Foi um momento extremamente rico, onde os moradores tiveram a oportunidade de partilhar conosco as experiências vivencias nas ruas, suas dores e perdas, encontros e desencontros, enfim, falaram para os presentes como se sentem vivendo nas ruas de Maceió.

Diante da impossibilidade de realização do ato, suspendemos também a apresentação do filme que havíamos planejado para a parte da tarde e nos comprometemos a fazer um outro ato em defesa da vida viabilizando as atividades que havíamos planejado.